LIDERANÇA É CONEXÃO COM A MODERNIDADE

“Não há nada mais forte nesta vida do que uma ideia cujo tempo chegou”

(Victor Hugo )

 

 Qualquer líder que se proponha a conduzir mudanças positivas deve ter em mente que precisará estar em sintonia com sua era. Para fundamentar essa premissa, vou oferecer dois exemplos em momentos e países diferentes e em seguida explanarei as lições que eles nos trazem.

O primeiro deles se deu pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial, quando havia na França um jovem (para os padrões de hoje) oficial do exército chamado Charles de Gaulle. De visão progressista, ele então simbolizava o novo na viciada e arcaica República Francesa de entre guerras. E provou seu valor, pois foi a alma e a inspiração da França nos anos duros de ocupação nazista, além de garantir que seu país não caísse no ostracismo internacional nos anos seguintes.

Entre idas e vindas na política (foi Chefe do Governo Provisório, Primeiro Ministro e Ministro da Defesa, dentre outros cargos)  passaram-se os anos, e em 1969, quase no final da vida, ele precisou renunciar à presidência de seu país. Fato é, se em 1940 De Gaulle representava a novidade, na turbulência de 1968 ele já não tinha soluções  que atendessem  o que os franceses queriam. Ele viria a falecer em 1970.

No Brasil tivemos cenário parecido. Em 1930, a novidade Getúlio Vargas representava a esperança para o País. Em 1954, quando se suicidou aos 72 anos de idade, seu governo já encarnava tudo de errado  que se propusera a combater duas décadas antes. E é da liderança brasileira que eu quero falar hoje.

De Gaulle e Getúlio: as idéias se diluem no tempo

Segundo dados do site Wikipedia, o Brasil tem hoje cerca de 206 milhões de habitantes, e uma taxa de aumento populacional calculada em cerca de 1,05% ao ano. Isto nos dá um acréscimo de 2.163.000 novos brasileiros a cada 365 dias e, se nada mudar, em uma década, como o crescimento se dá por taxas compostas, teremos uma população de aproximadamente 228 milhões de brasileiros – ou 22 milhões de pessoas a mais a cada dez anos! (outras fontes poderão ser adotadas como base a critério do leitor, mas é difícil fugir desta tendência). Isto equivale a dizer que duas dezenas de milhões de brasileiros que não estão aqui hoje dividirão espaço conosco daqui a duas copas do mundo. Vamos precisar receber, educar, alimentar e cuidar de toda esta gente, com habitação, saúde, transporte, segurança, empregos etc.

A pergunta que fica é a seguinte: será que as soluções de liderança que temos hoje (e que em grande parte já demonstraram que não estão à altura dos desafios do nosso tempo) poderão atender às demandas dessa nova geração de brasileirinhos que já está despontando no horizonte? Alguém acha que vamos chegar a algum lugar amparados no ideário dos anos 1960/70 que são propostos por boa parte da esquerda e da direita brasileiras?  Ou já não está na hora de darmos voz e vez a uma nova cepa de líderes mais compromissados como nossos anseios, alinhados com nosso espírito ético e afinados com nossa era?

O Brasil é um país tropical, com a natural tendência das coisas amadurecerem muito rapidamente e, por consequência, perderem seu viço. Nossos ciclos de validade são intensos, porém breves. Isso acontece com as ideias também, as quais, se não renovadas, perdem sua eficácia rapidamente. Líderes e partidos políticos que surfavam na crista da onda dez anos atrás estão a caminho da decadência e do ostracismo hoje. Temos necessidade urgente de lideranças com agendas positivas.

Precisamos de líderes que estejam em sintonia com a modernidade. Gente que veja possibilidades na tecnologia, e não obstáculos. Que enxergue o mundo que existe além de nossas fronteiras como um universo de oportunidades e não uma ameaça potencial. Que estimule nossa capacidade criativa, desperte nossa competitividade, nos faça acreditar que sonhos podem ganhar a luz do dia!

Ansiamos por líderes que acreditem e convençam os brasileiros do quanto o Brasil é capaz.

E como sempre, eu vou deixar Vocês com um trecho de um filme que ilustra nossa pauta. O de hoje é a cena de Nelson Mandela assumindo o governo da África do Sul, no filme “INVICTUS”. Isso é agenda positiva!

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