O QUE O CAPTAIN SULLENBERGER TEM A NOS ENSINAR

Por volta das 15:30 (hora local) de 15 de janeiro de 2009, o voo 1549 da companhia aérea US Airways, um Airbus A-320, que  havia decolado do aeroporto de La Guardia, em Nova York poucos minutos antes , colidiu com um bando de pássaros que foram engolidos por ambas as turbinas.

A baixa altura e com ambos os motores parados, o comandante Sullenberger rapidamente percebeu que não teria nem tempo para religar as turbinas nem como atingir algum aeroporto planando seu jato e que a única chance de sobrevivência dos 155 passageiros e tripulantes a bordo seria amerissar o avião em pleno rio Hudson. Manobrando com extrema perícia e uma rara habilidade ele e seu co-piloto Jeffrey B. Skiles conseguiram fazê-lo sem que ninguém se ferisse, uma prova contundente do profissionalismo dos pilotos e da excelência de projeto do avião.

A tripulação do “Cactus 1539” (que é como a companhia aérea designava aquele voo) foi imediatamente guindada a merecida condição de heróis nacionais. Sua atitude irrepreensível durante aqueles graves momentos já entrou para a história da aviação, mas é na vida e nas lições do comandante do voo, o Capitão Chesley Burnett “Sully” Sullenberger III que basearemos esta série de artigos que hoje se inicia.

 A tripulação do " Cactus 1539"

A tripulação do ” Cactus 1539″

 

A primeira delas é que Sullenberger era um homem extremamente bem preparado. Ex-piloto de caça da USAF (a Força Aérea dos EUA), ele ainda aprendera a voar planadores e se especializara ao longo de sua vida em segurança de voo. Em suas próprias palavras á entrevistadora  Katie Couric: “Por 42 anos, desde que comecei a voar, eu venho fazendo pequenos e regulares depósitos  no banco da experiência, da educação e do treinamento. E em 15 de janeiro o saldo era suficiente para eu fazer uma grande retirada “.

Já foi dito repetidamente que o sucesso não acontece por acaso. Ele vem de estudo constante, trabalho duro e crença no futuro. Sobretudo, de incontáveis horas treinando, errando, suando a camisa. O Exército Brasileiro tem uma frase que sintetiza bem isto : “A repetição com correção até a exaustão conduz a perfeição “.

Com certeza, Sully repetiu muito seu treinamento para conseguir fazer aquela manobra com perfeição no Rio Hudson. O resultado é que um dia que tinha tudo para acabar em tragédia se converteu em momento de júbilo para a aviação.

Voltaremos em breve com mais lições do Comandante Sullenberger.

Repare na tranquilidade com que a tripulação lidou com esta crise ouvindo sua comunicação com os órgãos de Controle de Tráfego Aéreo (ATC):

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6 Comments

  1. O mesmo aconteceu com Neil Armstrong durante o pouso manual da Apollo 11, que alunizou com menos de 15 segundos de combustível. Todos nós podemos nos deparar como momentos em que temos a impressão que nos preparamos a vida toda para sermos capaz de enfrentá-los com êxito. Sullenberger é um grande exemplo.

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